Voltando as idiossincrasias do mundo global, nunca pensei que um dia iria ter que me preocupar com uma verdadeira legião estrangeira, achava que só veria em situações de guerra, filmes do Van Dame ou nos desenhos do Pica-Pau. Mas, desde que o mundo é mundo ele nos surpreende e nem sempre a surpresa é boa, vide gregos e troianos. E mais uma vez fui apanhado de calças curtas diriam alguns.
Noves fora a mudança de datas, para inscrição de atletas no nosso campeonato. Caracterizando uma clara e manifesta alteração do regulamento, e com isso tornando todo o trabalho que vinha sendo feito de forma irrepreensível, em um campeonato débil* e passível de anulação. O fato que gerou maior comoção foi a discussão acerca da inclusão de atletas estrangeiros, o quanto é válido e de que forma deve ser feita. Afinal o que vocês acham de roer o osso dias e dias debaixo de sol e chuva, para no dia do prato principal lhe sobrar migalhas, ou seja, poucos minutos em campo, para que alguém com pouca ou nenhuma relação com seu time e país fique na sua vaga na justificativa pífia de melhorar a equipe?!?
| Dúvida |
Juntando os pontos em relação a outras conversas com pessoas do hóquei ligadas ou não a nossa Confederação, criei alguns raciocínios: se a função da Confederação é de divulgar a o desporto, organizar os campeonatos, e as seleções. Cabendo aos clubes o papel formativo de atletas, sob a chancela das federações estaduais. Não estaremos impedindo ou diminuindo o nosso crescimento, com a utilização de estrangeiros, principalmente para jogos num único final de semana, pois estes estarão "tomando" o espaço de nossos jogadores mais jovens? Pois, como disse anteriormente, se os clubes tem o papel de formação e fomento de nosso desporto, qual seria a contribuição destes estrangeiros?
E um segundo raciocínio, seguindo a postura da CBHG frente a organização de nossas seleções, o que passa diretamente sobre a formação de nosso corpo técnico (treinadores, preparadores físicos, etc), e sabedor da nova postura da nossa Confederação em respeito a estes cargos. Esta postura diz respeito a nacionalização deste corpo técnico ao que indica num futuro próximo, ou seja, técnicos e auxiliares brasileiros. Mesmo não concordando é uma postura e uma decisão que só cabe a eles seguirem, o que é bastante louvável.
Mas, neste momento criou-se um paradoxo, que deixou minha mente em parafuso. Bom se a postura da CBHG é a nacionalização do corpo técnico, como me explicam, que os 2 clubes mais envolvidos nesta polêmica dos estrangeiros tenham como representantes, dois membros da CBHG. A nacionalização é só do corpo técnico?!? A nacionalização dos jogadores correm em caminhos opostos?!? Ou o discurso na CBHG é um e nos clubes e diametralmente oposto?!?
Deixa ver se entendi, a postura é a valorização da mão de obra nacional no corpo técnico, e desvalorização dos jogadores nacionais em seus campeonatos?!? Sei não, mas acho que o caminho está errado. No entanto, mais uma vez eu é que devo estar errado.
P.S.: Sei que alguns raciocínios, podem estar baseados em pensamentos individuais, mas os tomei como paramêtros, pelos menos para mim.
*1. Fraco (por perda de forças).
2. Frouxo.
3. Pouco perceptível!.
4. Insignificante.
5. Fig. Que cede sempre; que não opõe suficiente resistência.
Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.






